Aquecimento global: malefícios

Vejam a segunda entrevista que fiz durante o VI Fórum Jurídico UniToledo , evento realizado entre os dias 17 a 21 de agosto, em Araçatuba.

O Promotor de Justiça em São Paulo, Luís Paulo Sirvinskas, abriu a programação do último dia do VI Fórum Jurídico UniToledo falando sobre o aquecimento global. O doutor em Direito Ambiental procurou conscientizar os participantes sobre os malefícios do aquecimento para o Brasil, caso não exista uma conscientização por parte da população e também dos governantes em estabelecer políticas públicas para amenizar a emissão de poluentes.

O aquecimento global é um tema bem debatido no meio jurídico?

Não, porque é um tema relativamente novo e depende também da essência e da adoção de medidas imediatas, não só no plano interno, mas também internacional. Se não tivermos uma legislação logo, bem tratada, que obrigue efetivamente ou imponha medidas e sanções para que possamos mitigar um pouco essa emissão de poluentes, nós não vamos conseguir eficácia.

As políticas públicas que o Brasil tem adotado para amenizar os efeitos do aquecimento global têm sido eficientes?

Até certo ponto sim. O que ocorre é que o Brasil é o quarto maior poluidor do planeta. Primeiro é os Estados Unidos, depois China e em quarto lugar vem o Brasil. O motivo é a poluição causada pelo desmatamento e queimadas na Amazônia. Se parássemos ou zerássemos a destruição da Amazônia, iríamos cair lá para baixo no ranking. Já temos um plano nacional de combate à mudança climática. A proposta do Brasil é diminuir as queimadas e desmatamentos em torno de 72% até 2017. O Governo Federal vai apresentar essa medida em Copenhagen (Dinamarca), onde será discutido um documento de 200 páginas, contendo propostas de 190 países, que vão apresentar medidas para reduções das emissões de poluentes em torno de 80% até 2030 ou até 2050, dependendo a situação do país. Se não houver adesão no estado jurídico, que é o principal, vai ser um fracasso como foi o Protocolo de Kyoto.

Qual a importância deste tema ser abordado em um evento jurídico voltado para os acadêmicos?

Acho fundamental porque é uma forma de conscientizar a comunidade acadêmica. O Direito Ambiental não é uma matéria obrigatória em todas as faculdades de Direito. Em algumas são optativas. É uma matéria antiga e muito importante porque abrange um tema muito grande. É necessário conhecer não só o Direito Constitucional, mas toda a legislação que envolve a questão ambiental. Eu acredito que isso vai ajudar a contribuir e inclusive conscientizar os acadêmicos exatamente pela necessidade dessa proteção e aplicar efetivamente a legislação que nós temos e que é forte, mas que em compensação ela não tem muita repercussão por falta de desconhecimento.

6 comentários. Deixe o seu clicando aqui!:

Ausência Instável disse...

Ohhh amigo, quem dera eu estar apaixonado !!!!

kkkkk ...
A situação está igual a crise

kkkkkkkkkkkkkk ...
Mas é bom as vezes, mas é ruim ficar só !!!
Certo? O que quis dizer no poema, era sobre arrependimento ...
A tal pessoa não valoriza.
Mas enfim ...!!!!

Bom, OBRIGADO!!
Abçs

Atreyu disse...

Rafa eu não sei se você percebeu, mas tipo... depois da história da nova gripe as pessoas meio que deixaram o AG [aquecimento global] pra notícia de final de página... e a dengue então ninguém nem fala mais [¬¬]
O problema é que tudo continua...
MASSA o post

Bertonie disse...

Eu acho que o grande culpado do brasil é o próprio governo e

Rafael Lopes disse...

Verdade Atreyu. Os brasileiros tem o grande costume de esquecer o mais antigo, dando valor ao atual.

A grande verdade, é que todas essas outras doenças que vc muito bem lembrou continuam por ae, fazendo vítimas.

Bertoine, a culpa não é somente do governo não. A culpa é de todos nós, como cidadãos que colocamos essa cambada para governar nosso país

Babih Xavier disse...

a gente se previne da gripe A e morre
de câncer de pele FATO

Eduardo disse...

Realmente os brasileiros só lembram de certas doenças por temporada....tipo aids no carnaval, dengue depois do carnaval e agora com a gripe esqueceram totalmente das doenças...mas elas continuam sempre ai...e matando mais do que nunca!